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Endometriose: entenda tudo sobre a doença

A endometriose é uma patologia caracterizada pela presença de tecido endometrial, camada que reveste a parte interna do útero, na parte de fora da cavidade uterina. O principal local desses focos ectópicos - fora do lugar - de endometriose é a própria cavidade pélvica, mas pode ocorrer em múltiplos lugares, incluindo ovários, intestino e bexiga.

Essa é uma doença que pode acometer as mulheres em qualquer fase do período reprodutivo. No Brasil, segundo a prevalência da literatura médica, são mais de seis milhões de mulheres com endometriose, ou seja, 5% a 10% das mulheres em idade reprodutiva, que vai dos 13 aos 45 anos em média.

A doença crônica pode ser considerada grave, uma vez que, quando não é devidamente tratada, pode levar a mulher à infertilidade e à dor pélvica crônica, com comprometimento da qualidade de vida das portadoras da doença. 

É importante estar atenta aos sintomas para identificar a doença o mais breve possível. Vamos lá?

Quais são os sintomas da endometriose?

Nem todas as pacientes referem dor ao serem diagnosticadas com endometriose. No entanto, os sintomas mais comuns da doença são:

volume de sangramento menstrual intenso;

cólicas menstruais intensas;

possibilidade de dores durante o período menstrual;

dor na região pélvica e durante as relações sexuais;

exaustão e fadiga crônica;

dores intestinais e urinárias;

dificuldade de engravidar.

Os sintomas podem ser identificados de forma isolada ou em conjunto, principalmente durante o período menstrual, quando a região da pelve fica mais sensível.

Como é feito o diagnóstico da endometriose?

Segundo os pesquisadores da Associação Brasileira de Endometriose, a doença é diagnosticada nas pacientes por volta dos 30 anos, na metade do período fértil das mulheres.

O diagnóstico da doença é realizado em um conjunto de anamnese, exames físicos e exames de imagens. Frente a uma queixa clínica com suspeita de endometriose, um exame ginecológico bem detalhado se faz necessário. Em alguns quadros da doença o médico pode encontrar alterações bem sugestivas já durante o toque vaginal realizado no momento da consulta. Os exames de imagem, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal, são importantes para confirmar os achados do exame clínico e para avaliar a extensão da doença. 

Qual é o tratamento e quais são os cuidados com a endometriose?

Após diagnosticada a endometriose, existem duas linhas de tratamento: cirúrgico e clínico. O tratamento é decidido pelo ginecologista, em conjunto com a paciente, baseado principalmente nos sintomas e na extensão das lesões.

Quando a recomendação é cirúrgica, é possível fazer a retirada de focos da doença por vídeolaparoscopia. Em alguns casos, pode ser necessário a ressecção de áreas maiores dos órgãos afetados pela endometriose.

No caso do tratamento clínico, a recomendação é seguir um tratamento focado no controle da doença a partir do bloqueio do ciclo menstrual, bloqueando dessa forma a atividade dos focos da endometriose e controlando os sintomas da doença.

Até o momento, não existe a cura definitiva para a endometriose. Por isso, o tratamento é a melhor forma de aliviar os sintomas, reduzir as lesões e aumentar as chances de gestação, quando esse for o desejo.

Existe prevenção para a endometriose?

Como as causas para o desenvolvimento da endometriose não são conhecidas, não é possível criar um protocolo de prevenção para a doença. O mais importante quando falamos em endometriose é o diagnóstico correto, o mais precoce possível, para que o tratamento ideal seja introduzido e as complicações evitadas. 

Ao sentir algum dos sintomas aqui citados, é importante procurar ajuda médica para investigar a causa. 

Que tal, agora que você sabe tudo sobre a endometriose, aproveitar a visita em nosso blog para conhecer outras informações sobre a saúde da mulher?

Referência:

Souza, C. A. B. et al. Endometriose. In: Freitas, F. (autor) et al. Rotinas em Ginecologia. Porto Alegre: Artmed, 2011, pp. 144-158. 

 

 

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